O som do amor – Jojo Moyes

O som do amor

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Folhas grossas e amareladas

 

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Matt e Laura McCarthy sonham em herdar do velho Sr. Pottisworth a Casa Espanhola que está situada em Norfolk, interior da Inglaterra. A construção é antiga e caindo aos pedaços ( por faltade manutenção). Laura cuida do velho há anos a mando do marido e faz todas as vontades do velhote que insiste em provocá-la. Mas como nada é para sempre, o velho bate as botas e não deixa nada escrito, então a casa automaticamente passa para um parente distante.

Isabel Delancey mora em Londres,  é musicista, recém viúva, com 2 filhos e vem sofrendo muito pela falta do seu companheiro. Com a morte do marido,  também veio a dificuldade financeira e o que era uma vida feliz, vira uma catástrofe. Então, sem muitas opções necessita vender a casa de alto padrão para reconstruir sua vida e a dos filhos. A oportunidade surge quando descobre que herdou uma casa no interior da Inglaterra e vê nessa oportunidade a chance de recomeçar.

Ao mudar para o interior, descobre que a casa herdada precisa de muitos reparos. Além dos filhos não aceitarem a morte do pai, não aceitam também a mudança trágica de cidade e principalmente de casa. Com isso, os filhos foram cada vez mais se afastando da mãe. Isabel está passando por diversos problemas e ali vai descobrir realmente como amadurecer e crescer. Matt e Laura não vão facilitar a vida já difícil da nova moradora da Casa Espanhola.

A história é leve e agradável, porém sofrida. Logo no início podemos sentir um pouco do sofrimento que Isabel vem tendo e também o porquê de Matt e Laura  não entenderem a decisão do Sr. Pottisworth. O  livro aborda assuntos delicados como perdas, recomeços, casamentos fracassados, mentiras, traições e como reaprender a viver ea se relacionar com os filhos.  É uma história envolvente e bem Jojo de ser. Vale a pena a leitura.

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“Isabel fez uma pausa para pegar o grande lenço branco e enxugar as gotinhas da superfície polida. Chorar e tocar. Era necessário separar uma coisa da outra. Mas só quando estava tocando ela conseguia expressar suas emoções. Era o único momento em que não tinha que parecer corajosa, ser a mamãe, a nora, a patroa eficiente, ou, pior ainda, “a jovem e estoica viúva.””

“Podiam ser felizes de novo, estavam mais alegres ainda do que eram em Londres. Para eles, uma decisão irresponsável tornara-se uma decisão acertada. Mas Isabel não podia morar tão perto de Matt e Laura, não depois de descobrir que cada olhar que lançavam para a casa era de cobiça, que a presença de sua família ali sempre estaria contaminada pelo que os McCarthy acreditavam ter perdido.”

Avaliação: ⭐⭐⭐⭐

Boa leitura! 🙂

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